terça-feira, 16 de junho de 2009

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Na história recente de Belo Jardim, contam os mais velhos que a ruptura entre Cintra Galvão e Zé Mendonça surgiu com a recusa de Zé em romper com o prefeito que sucedeu Cintra.

Certa vez, ouvi o saudoso Júlio Alves contar que o último diálogo entre os dois se dera, mais ou menos, no seguinte contexto:

Cintra: deputado, o prefeito quer me desmoralizar e eu não posso continuar aliado a ele. Vou romper e gostaria de contar com sua solidariedade.

Zé: Cintra, eu não posso ficar contra o prefeito. Não podemos perder a prefeitura.

Cintra: então, não me resta alternativa que não seja romper também com o deputado.

E nunca mais voltaram a ser aliados.


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Lembro das reações que o GM - Grupo Mendonça sempre demonstrou quando atacado por seus opositores políticos em tempos idos.

Lembro do tempo em que os partidários do GM inundavam o plenário da câmara quando tinham apenas 1/3 dos vereadores e conseguiam, na pressão, indicar relatores de CPI (como a da folha de pagamento em 97/98).

Lembro da força com a qual se lançava às ruas na expectativa de chegar ao poder municipal depois de muitos anos e de como voltava às ruas poucos dias após uma derrota, de cabeça erguida, já se preparando para uma nova batalha e sem jamais esmorecer...

Agora, vejo os partidários apáticos sussurrando pelos quatro cantos da cidade as mazelas que vêm enfrentando com a atual administração do grupo. Do grupo? De qual grupo? Do Grupo Mendonça?

Definitivamente, não é uma administração do Grupo. Se é, por que não vejo os correligionários nas ruas defendendo a administração dos ataques do vereador Gilvandro Estrela? Não existem defensores. E sabe por que não os há? Porque os que podiam defender sabem que nessa briga, quem é realmente do GM é Gilvandro Estrela. Sabem que ele é um autêntico do grupo e não vão atacá-lo.

Não defendem porque, hoje, os que sempre saíram às ruas com as bandeiras do Grupo Mendonça andam cabisbaixo, constrangidos numa ‘mea-culpa’ ao tentar justificar certas atitudes e a inoperância do governo municipal.

Não defendem porque sabem ser verdade e ser o desejo expresso de todos os que foram às ruas batalhar por uma eleição dizer exatamente o que Gilvandro Estrela está dizendo.

Parece-me que só quem ainda acredita (e deve lá ter seus motivos para tal) que essa administração é uma administração do ‘Grupo Mendonça’ é o próprio líder maior do mesmo. Porque, ao que sabemos aqui em baixo, todos os outros já perceberam que não o é.

É bom que alguém lembre à Baraúna que, certa vez, para não perder a prefeitura, ele a perdeu por trinta anos.

2 comentários:

Pichilau disse...

Oi Nilton.
Na realidade, parece que se repete o fenômeno Cecilio Galvão, quem não lembra? Todos comentavam "Cecilio acabou com o Pai" já viu esse filme? Quem se atreve a defender o que se sabe indefensável? Os preteridos em favor de quem sequer votou na eleição passada em Belo Jardim? Felizmente, há quem apesar, da militancia por toda uma vida no Grupo, se levanta para dizer o que muitos queriam mas não tem coragem. Mas a vontade do "Chefe do executivo" parece, enfim, se tornar realidade. Não ter oposição no Município. Ainda existem fieis ao Grupo GM? Sei lá, tenho minhas duvidas.
Parabéns, por ser um dos, a encabeçar essa batalha. Grande abraço.
Pichilau

Pichilau disse...

Oi Nilton.
Na realidade, parece que se repete o fenômeno Cecilio Galvão, quem não lembra? Todos comentavam "Cecilio acabou com o Pai" já viu esse filme? Quem se atreve a defender o que se sabe indefensável? Os preteridos em favor de quem sequer votou na eleição passada em Belo Jardim? Felizmente, há quem apesar, da militancia por toda uma vida no Grupo, se levanta para dizer o que muitos queriam mas não tem coragem. Mas a vontade do "Chefe do executivo" parece, enfim, se tornar realidade. Não ter oposição no Município. Ainda existem fieis ao Grupo GM? Sei lá, tenho minhas duvidas.
Parabéns, por ser um dos, a encabeçar essa batalha. Grande abraço.
Pichilau

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